Algar ativa 127 agentes de IA e reduz custos operacionais: impacto direto no modelo de atendimento B2B

Algar atinge 127 agentes de IA ativos, economiza R$ 48 milhões e transforma atendimento B2B. Saiba o que muda para empresas com IA operacional.

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Algar ativa 127 agentes de IA e reduz custos operacionais: impacto direto no modelo de atendimento B2B

Com 127 agentes de IA em operação, a Algar já economizou R$ 48 milhões em EBITDA e 289 mil horas de trabalho, segundo dados apresentados no Telco Transformation Latam 2026. O avanço desafia a visão de que IA corporativa é apenas automação pontual.

por Atlas Upnetix Review Team · 21 de agosto, 2026 · 8 min de leitura
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A crença de que a inteligência artificial (IA) corporativa se resume a experimentos isolados ou automação pontual já não resiste aos números apresentados pela Algar Telecom em 2026. Segundo reportagem exclusiva do Mobile Time, a operadora atingiu a marca de 127 agentes de IA ativos em diferentes áreas, com ganhos acumulados de R$ 48 milhões em EBITDA e 289 mil horas economizadas em apenas dois anos. O movimento, que começou em 2024, mira transformar a empresa em uma ‘agentic enterprise’ até 2027, com squads digitais, arquitetura aberta e múltiplos modelos de linguagem (LLMs) integrados à governança operacional.

Equipe de profissionais de tecnologia discutindo agentes de IA em sala de reuniões corporativa moderna
Equipe da Algar Telecom colaborando no desenvolvimento e gestão dos 127 agentes de IA ativos, parte da transformação digital iniciada em 2024.

Da automação pontual à transformação operacional: o salto da Algar

O avanço da Algar contraria a percepção confortável de que IA, em ambientes corporativos, é restrita a tarefas repetitivas ou projetos-piloto sem escala. De acordo com Enock Cabral, head de automação & IA da Algar, a empresa deixou para trás o estágio de experimentação para consolidar um portfólio de agentes de IA com impacto direto em produtividade, governança e resultado financeiro. “A automação e a IA deixaram de ser experimentos isolados há dois anos e passaram a compor um portfólio com impacto em EBITDA, produtividade, adoções e governança”, afirmou Cabral durante o Telco Transformation Latam 2026, conforme relatado pelo Mobile Time.

O processo envolveu a capacitação de 1,5 mil colaboradores em conteúdos de IA e a criação de comitês para definir KPIs de valor e catálogo de agentes. A meta, segundo a própria Algar, é evoluir para uma estrutura de squads digitais e arquitetura multi-LLMs, permitindo flexibilidade tecnológica e maior aderência às necessidades de negócio.

Resultados mensuráveis: redução de custos e aumento de eficiência

Os efeitos práticos da adoção de IA na Algar aparecem em indicadores concretos. O agente TAOS, por exemplo, atua no atendimento ao cliente B2B, realizando diagnósticos remotos e solucionando 60% das ordens de serviço que, antes, exigiriam deslocamento de técnicos. Essa retenção reduz significativamente o custo operacional, já que cada visita técnica evitada representa economia direta. Quando a ida do técnico é inevitável, entra em ação a Lina, agente responsável pelo agendamento e validação do contato com o cliente. Segundo Cabral, a Lina elevou a taxa de retorno dos clientes de 5% para 68%, além de reduzir em 30% as visitas improdutivas. Os erros da agente caíram para 2%, graças a um processo de validação em três contatos.

Já para os técnicos em campo, a Manu oferece suporte operacional via aplicativo, auxiliando em procedimentos como ativação, alteração de cadastro e testes de conexão. Em três regionais, a Manu contribuiu para uma redução de 60% no tempo de atendimento e poupou mais de mil horas de trabalho em apenas três meses, com mais de 9 mil atendimentos realizados.

Esses resultados, apresentados publicamente pela Algar e reportados pelo Mobile Time, indicam que a integração de agentes de IA não apenas automatiza tarefas, mas reconfigura fluxos de trabalho, reduz custos e melhora a experiência do cliente corporativo.

Técnico de campo usando aplicativo de suporte operacional com agente de IA Manu
Técnico da Algar utilizando o agente IA Manu para suporte operacional, reduzindo em 60% o tempo de atendimento e poupando mais de mil horas de trabalho em três meses.

Arquitetura tecnológica e governança: múltiplos LLMs e métricas de valor

Ao contrário de estratégias baseadas em uma única tecnologia, a Algar aposta em uma arquitetura multi-LLMs, utilizando ferramentas como Copilot Studio, Python, Azure, GCP e modelos como Claude e Copilot. Essa abordagem visa garantir flexibilidade e evitar dependência de fornecedores, além de permitir que cada agente seja desenhado para resolver dores específicas do negócio.

O processo de governança acompanha a escalada dos agentes, com definição de métricas claras de retorno sobre investimento (ROI), horas economizadas, cumprimento de SLA (acordo de nível de serviço) e impacto no EBITDA. Para Cabral, o foco está em identificar problemas que geram valor, desenvolver agentes dedicados e medir resultados de forma transparente. Essa estrutura de governança é apontada como essencial para evitar riscos de adoção descoordenada de IA, como redundância de soluções ou falta de alinhamento com os objetivos estratégicos da empresa.

O que ainda divide opiniões: limites e desafios da IA corporativa

Apesar dos resultados apresentados, a adoção massiva de agentes de IA ainda enfrenta resistência em parte do mercado corporativo. Entre os pontos de debate, está o risco de dependência excessiva de automação em processos críticos, a necessidade de requalificação de equipes e a gestão de dados sensíveis. O próprio modelo multi-LLMs, defendido pela Algar, pode aumentar a complexidade da arquitetura tecnológica e exigir investimentos adicionais em integração e segurança.

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Outro aspecto relevante é a escalabilidade dos resultados. Embora a Algar tenha reportado ganhos expressivos em setores como atendimento, operações e redes, não há consenso no mercado sobre a velocidade com que esses benefícios podem ser replicados em empresas de menor porte ou em setores menos digitalizados. A reportagem do Mobile Time não traz dados comparativos de outras operadoras ou benchmarks internacionais, o que limita a análise sobre a posição da Algar no cenário global.

Diagrama do fluxo de atendimento B2B com agentes IA TAOS, Lina e técnicos da Algar
Fluxo operacional integrado dos agentes IA TAOS e Lina, que reduzem custos e aumentam a eficiência no atendimento corporativo da Algar.

Além disso, a transparência na mensuração de indicadores como EBITDA e horas economizadas depende da metodologia adotada, o que pode dificultar comparações externas. Por ora, os dados disponíveis vêm exclusivamente da Algar, sem validação independente ou confirmação por outros veículos.

Implicações para empresas: o que muda na decisão de infraestrutura e atendimento

Para organizações que contratam serviços de telecomunicações ou operam com atendimento técnico B2B, a experiência da Algar serve como alerta para o potencial de transformação da IA operacional. A redução de custos com visitas técnicas, o aumento da eficiência no agendamento e a orientação em tempo real para equipes de campo indicam que a automação inteligente já impacta diretamente o SLA e a disponibilidade dos serviços prestados.

Empresas que dependem de conectividade estável, suporte ágil e processos auditáveis precisam considerar que a adoção de IA pode se tornar diferencial competitivo, especialmente em mercados como Manaus, onde a logística de atendimento técnico pode representar gargalos operacionais relevantes. A escolha de parceiros com arquitetura aberta, governança clara e métricas de valor passa a ser critério estratégico, não apenas tecnológico.

O que ainda não se sabe: incertezas e próximos passos

Apesar dos avanços, permanecem dúvidas sobre a sustentabilidade dos ganhos reportados e sobre a capacidade de adaptação de empresas de diferentes portes. Não há informações públicas sobre o impacto da IA em indicadores como satisfação do cliente a longo prazo, rotatividade de equipes ou riscos de segurança cibernética decorrentes da integração de múltiplos LLMs. Também não se sabe como a Algar pretende escalar o modelo para além das três regionais onde agentes como a Manu já operam, nem quais são os planos para integração com sistemas legados de clientes empresariais.

O cenário aponta para uma fase de experimentação ampliada, em que métricas de valor e governança serão cada vez mais exigidas por contratantes corporativos. A experiência da Algar, ainda que baseada em dados próprios, antecipa discussões que devem ganhar força no setor nos próximos anos.

Fachada da sede da Algar com gráfico digital de ganhos financeiros e horas economizadas
Resultados concretos da implementação dos 127 agentes de IA na Algar: R$ 48 milhões em EBITDA e 289 mil horas economizadas em dois anos.

O avanço da IA operacional na Algar desafia o mercado a repensar o papel da automação no atendimento B2B e na gestão de redes. Para empresas que atuam em regiões de logística complexa ou que dependem de SLA rigoroso, o recado é claro: a eficiência dos agentes de IA já impacta custos, disponibilidade e qualidade do serviço. Decidir por uma infraestrutura capaz de suportar essa transformação é o próximo passo para quem não quer ficar preso a modelos de atendimento do passado.

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