Bancos brasileiros projetam R$ 3 bilhões para IA e dados até 2026 e ampliam foco em segurança e nuvem

Bancos investirão R$ 3 bilhões em IA e dados em 2026, segundo Febraban, impulsionando digitalização e exigindo infraestrutura segura.

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Bancos brasileiros projetam R$ 3 bilhões para IA e dados até 2026 e ampliam foco em segurança e nuvem

Pesquisa da Febraban revela que instituições financeiras vão destinar R$ 3 bilhões a inteligência artificial e big data em 2026, além de R$ 3,9 bilhões para migração à nuvem. O movimento acelera a digitalização, amplia desafios de cibersegurança e exige infraestrutura robusta das empresas do setor.

por Atlas Upnetix Review Team · 25 de agosto, 2026 · 7 min de leitura
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O setor bancário brasileiro está diante de uma transformação tecnológica sem precedentes, com investimentos expressivos destinados à inteligência artificial (IA), analytics, big data e nuvem. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, elaborada pela Deloitte e divulgada durante o Febraban Tech, os bancos preveem aplicar cerca de R$ 3 bilhões em IA e dados em 2026, valor que representa um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Paralelamente, a migração para a nuvem deve movimentar R$ 3,9 bilhões, com crescimento estimado de 30%. Esses números fazem parte de um orçamento total de R$ 50,4 bilhões reservado pelo setor bancário para tecnologia neste ano, 8% acima do registrado em 2025.

Centro de operações bancárias com profissionais de TI e analistas focados em dados e tecnologia.
Bancos brasileiros investem R$ 3 bilhões em inteligência artificial e dados até 2026, segundo Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária.

IA acelera automação e eficiência operacional nos bancos

Os dados da Febraban, que consultou 25 instituições responsáveis por aproximadamente 85% dos ativos e 82% das transações bancárias do país, indicam que a adoção de IA já é realidade consolidada: 84% dos bancos utilizam IA e IA generativa em suas infraestruturas tecnológicas. A principal motivação para esses investimentos, apontada por 92% dos participantes, é a aceleração na execução de tarefas rotineiras. Outros benefícios destacados incluem a redução do tempo de resposta aos clientes e dos custos operacionais (52%), além de ganhos na detecção e prevenção de fraudes (48%).

A automação de processos internos lidera as aplicações dos agentes inteligentes de IA, sendo mencionada por 76% dos bancos. Logo atrás aparecem o atendimento ao cliente por chatbots e voicebots, além da geração automatizada de relatórios e documentos, ambos com 71%. A produção de conteúdo para marketing e o uso de assistentes virtuais de apoio aos funcionários também ganham espaço, com 53% das instituições adotando essas soluções.

Os ganhos de eficiência já são perceptíveis. Segundo a pesquisa, a eficiência média proporcionada pelas ferramentas de IA chegou a 11,8% nos processos bancários, 11,5% no backoffice e 11,3% no desenvolvimento de aplicações em 2025. No atendimento ao cliente, o ganho médio saltou de 7% em 2024 para 10,3% no último ano.

Migração para nuvem e capacitação: prioridades crescentes

O movimento de migração para a nuvem é outro destaque do levantamento, com previsão de R$ 3,9 bilhões em investimentos e crescimento de 30% sobre o ciclo anterior. A nuvem é vista como elemento central para suportar tanto a escalabilidade das operações quanto a adoção de IA em larga escala, permitindo que bancos processem e analisem volumes crescentes de dados em tempo real.

Esse avanço tecnológico, porém, depende de profissionais qualificados. O estudo indica que os investimentos em treinamento em IA e IA generativa devem alcançar R$ 29,4 milhões em 2026, alta de 31%. Em 2025, os bancos já haviam destinado R$ 100,4 milhões à capacitação em tecnologia, treinando 226,1 mil profissionais. Além disso, 42% das instituições planejam ampliar suas equipes de TI, com crescimento médio esperado de 22%. Os perfis mais demandados incluem desenvolvedor de software, engenheiro de IA, engenheiro de dados, arquiteto corporativo e engenheiro de DevOps.

Sala de servidores modernos representando infraestrutura de nuvem para bancos.
Investimento previsto de R$ 3,9 bilhões na migração para a nuvem, com crescimento de 30% até 2026 para suportar operações bancárias escaláveis.

Para Rodrigo Mulinari, diretor responsável pelo estudo na Febraban, “essas tecnologias aceleram a transformação digital e ampliam o uso inteligente dos dados. Mas o diferencial está nas pessoas: capacitar profissionais é essencial para aplicar essas ferramentas com responsabilidade e gerar valor real para clientes e instituições”.

Cibersegurança avança na governança e nas prioridades dos bancos

O crescimento acelerado da digitalização e da automação traz consigo novos riscos, especialmente no campo da segurança cibernética. De acordo com a pesquisa, 58% dos bancos já contam com pelo menos um especialista em cibersegurança em seus conselhos de administração, demonstrando a elevação do tema à esfera estratégica. Além disso, 88% das instituições mantêm atuação conjunta entre as áreas de segurança digital, prevenção a fraudes e prevenção à lavagem de dinheiro.

As prioridades de proteção aos clientes refletem a sofisticação das ameaças enfrentadas pelo setor. Entre as principais iniciativas estão:

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  • Autenticação multifator (88%)
  • Monitoramento preditivo de transações (76%)
  • Biometria comportamental (60%)
  • Uso de IA e machine learning na detecção de fraudes (56%)

O tema da computação quântica também começa a ganhar espaço na agenda dos bancos, com 71% das instituições considerando a tecnologia altamente relevante no curto ou médio prazo, principalmente pelos impactos esperados sobre criptografia e segurança pós-quântica.

Desafios operacionais e implicações para a infraestrutura das empresas

Sessão de treinamento corporativo em inteligência artificial para profissionais de bancos.
Bancos investiram R$ 100,4 milhões em capacitação tecnológica em 2025, treinando mais de 226 mil profissionais, com aumento previsto de 31% até 2026.

O ritmo acelerado de adoção de IA, automação e nuvem impõe desafios significativos à infraestrutura de TI das instituições financeiras. O volume crescente de dados, a necessidade de disponibilidade contínua dos sistemas e a pressão por respostas em tempo real exigem conectividade robusta, baixa latência e alta resiliência contra falhas.

Além disso, o ambiente regulatório do setor bancário brasileiro, que inclui requisitos rigorosos de compliance e proteção de dados (como a Lei Geral de Proteção de Dados), intensifica a necessidade de soluções tecnológicas que garantam não apenas eficiência, mas também segurança e transparência. A integração entre áreas de segurança, prevenção a fraudes e TI, evidenciada pelos dados da Febraban, indica que a governança de tecnologia passa a ser um diferencial competitivo e um requisito de sobrevivência.

Outro ponto relevante é a demanda crescente por profissionais especializados, que pressiona tanto o orçamento quanto a capacidade dos bancos de inovar de forma sustentável. O aumento de 22% previsto nas equipes de TI e o foco em capacitação mostram que a disputa por talentos deve se intensificar, especialmente em áreas como engenharia de IA, dados e segurança cibernética.

O que muda para empresas e gestores de TI diante do novo cenário

Para empresas que atuam no ecossistema bancário, fintechs, fornecedores de tecnologia e gestores de TI, os movimentos do setor financeiro funcionam como termômetro e referência. O aumento dos investimentos em IA, nuvem e segurança sinaliza que a digitalização não é mais uma vantagem competitiva, mas uma exigência do mercado.

No contexto de Manaus e do Polo Industrial, onde a infraestrutura de conectividade pode ser um gargalo para operações críticas e de alta disponibilidade, a lição dos bancos é clara: sem uma base tecnológica sólida, a adoção de IA e automação fica comprometida. A necessidade de links dedicados, redundância de acesso, suporte especializado e capacidade de resposta rápida a incidentes se torna ainda mais evidente em ambientes regulados e de missão crítica, como o financeiro.

O movimento também reforça a importância de parcerias estratégicas com provedores de infraestrutura capazes de garantir SLA, latência estável e suporte local, especialmente em regiões com desafios logísticos e geográficos. Para gestores de TI, a prioridade deve ser alinhar os investimentos em tecnologia à estratégia de negócios, antecipando demandas por segurança, disponibilidade e escalabilidade.

Analista de segurança cibernética monitorando sistemas bancários contra fraudes e ataques.
Adoção de IA contribui para detecção e prevenção de fraudes em bancos, destacada por 48% das instituições pesquisadas.

O avanço dos bancos brasileiros em IA, nuvem e cibersegurança mostra que a transformação digital exige não apenas tecnologia, mas também infraestrutura confiável e equipes capacitadas. Para empresas do setor financeiro e de outros segmentos críticos, garantir conectividade robusta e suporte especializado é o passo fundamental para que a inovação se traduza em eficiência, segurança e vantagem competitiva real.

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