Cibersegurança redefine orçamentos e decisões de nuvem nas empresas brasileiras até 2026

Cibersegurança e nuvem: empresas brasileiras ampliam orçamento e ajustam estratégias diante de riscos, segundo ABES e IDC.

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Cibersegurança redefine orçamentos e decisões de nuvem nas empresas brasileiras até 2026

Levantamento da ABES e IDC mostra que a maioria das empresas no Brasil planeja ampliar investimentos em cibersegurança e migrar mais cargas para nuvem, mas desafios como vulnerabilidades, escassez de talentos e exigências regulatórias influenciam a estratégia.

por Atlas Upnetix Review Team · 7 de agosto, 2026 · 8 min de leitura
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O cenário de tecnologia corporativa no Brasil está passando por uma transformação significativa, impulsionada pelo aumento dos investimentos em cibersegurança e pela expansão do uso de nuvem. Segundo pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a International Data Corporation (IDC), publicada pelo Tele.Síntese, 80,4% das empresas brasileiras com mais de 100 funcionários pretendem elevar o orçamento destinado à cibersegurança até 2026. Apenas 18,7% planejam manter o nível de investimento, enquanto uma minoria de 0,9% não soube responder. Esses dados refletem uma mudança de mentalidade, na qual a segurança digital deixa de ser um custo isolado para se tornar peça central da estratégia de tecnologia e de negócios.

Executivos de TI brasileiros em reunião estratégica sobre cibersegurança e nuvem, ambiente corporativo moderno e tecnológico.
Executivos brasileiros discutem o aumento de 80,4% no orçamento de cibersegurança previsto até 2026, refletindo a transformação da segurança digital em prioridade estratégica.

Segurança deixa de ser coadjuvante e ganha status estratégico

De acordo com o estudo citado pelo Tele.Síntese, 64% dos tomadores de decisão de TI entrevistados afirmam que a alta administração já considera os gastos com cibersegurança como parte fundamental do orçamento de TI. Outros 22% enxergam a área como aceleradora ou facilitadora dos negócios, sinalizando que a proteção digital também é vista como vetor de inovação e competitividade, não apenas como barreira defensiva.

O levantamento ainda indica que 72% das empresas classificam sua postura em relação à resiliência cibernética como madura ou estratégica, ou seja, a segurança é tratada como prioridade, com objetivos definidos e apoio da liderança. Apenas 1,9% admitem lidar com o tema de forma reativa e sem planejamento. Esse amadurecimento é relevante diante do aumento da complexidade dos ambientes digitais e da sofisticação dos ataques.

Principais desafios: vulnerabilidades, escassez de talentos e riscos emergentes

Apesar do avanço na priorização orçamentária, as empresas enfrentam obstáculos recorrentes. Segundo o estudo da ABES e IDC, 71% dos entrevistados apontam as vulnerabilidades de software como principal desafio de cibersegurança. Em seguida, 67% citam a escassez de profissionais qualificados, um gargalo que afeta desde a implementação de políticas até a resposta a incidentes. Ataques de ransomware preocupam 49% das empresas, enquanto 46% destacam a falta de conscientização dos funcionários como fator de risco.

Além disso, a proteção dos ativos e dos dados corporativos é uma preocupação central: 79% dos respondentes deram nota máxima à importância de manter a segurança e a confiabilidade dos ativos de negócios. Evitar danos à reputação (75%) e prevenir vazamentos acidentais de dados por colaboradores ou parceiros (70%) também aparecem entre as prioridades.

Expansão da nuvem: oportunidades e dilemas para a segurança

Gráfico de barras em português mostrando percentuais de investimento em cibersegurança por empresas brasileiras até 2026.
Pesquisa da ABES e IDC indica que 80,4% das empresas brasileiras com mais de 100 funcionários planejam aumentar o orçamento em cibersegurança até 2026.

O movimento de migração para a nuvem segue acelerado. De acordo com o levantamento, 64% das empresas planejam aumentar o volume de cargas de trabalho em nuvem pública (IaaS e PaaS) até 2026. O mesmo percentual pretende ampliar workloads em nuvem privada hospedada em provedores, enquanto 54% apostam no crescimento da nuvem privada on-premises. No caso de SaaS (Software como Serviço), 67% projetam aumento do uso, e 66,4% pretendem adotar novas soluções ou ampliar o portfólio em 2026.

Entre os benefícios percebidos da nuvem pública, o acesso rápido a inovações como inteligência artificial generativa, automação e analytics é citado por 55% dos participantes. A melhoria da segurança via recursos nativos de cloud aparece para 41%, e experiências modernas para usuários e clientes, para 38%. Esses dados sugerem que a nuvem é vista tanto como plataforma de inovação quanto como aliada na proteção digital, desde que bem gerida.

Retirada de cargas da nuvem: segurança e soberania como fatores decisivos

Apesar da tendência de expansão, o estudo revela que 55% das empresas já retiraram workloads da nuvem pública em algum momento, enquanto 45% nunca fizeram esse movimento. Entre as que migraram cargas para outros ambientes, 37,3% apontaram necessidades específicas de segurança ou soberania de dados como principal motivação. Estratégias de consolidação ou padronização da infraestrutura explicam 23,7% das migrações, enquanto conformidade com regulações locais ou setoriais, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), responde por 13,6%. Exigências de desempenho ou baixa latência também são citadas por 13,6%, e custos imprevisíveis ou superiores ao planejado, por 11,9%.

Esses dados indicam que, embora a nuvem pública ofereça vantagens em escala e inovação, empresas com requisitos mais rígidos de segurança, compliance ou desempenho tendem a buscar alternativas híbridas ou privadas. Isso é especialmente relevante para setores regulados, organizações que lidam com dados sensíveis e empresas que operam em regiões com desafios de conectividade ou legislação específica, como o Polo Industrial de Manaus.

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Desafios de migração e operação em ambientes multicloud e híbridos

Profissional de TI brasileiro operando servidores em data center moderno, representando desafios e operação na cibersegurança.
Profissionais de TI enfrentam desafios como escassez de talentos e vulnerabilidades de software, apontados por 67% e 71% das empresas brasileiras, respectivamente.

A pesquisa da ABES e IDC também detalha os principais obstáculos enfrentados na implantação ou migração para a nuvem pública. O risco de segurança ampliado por novos vetores é o maior desafio, citado por 38% dos respondentes. A escassez de profissionais especializados em cloud, FinOps (gestão financeira de nuvem), segurança e automação aparece em seguida, com 37%. Outros pontos críticos incluem custos e complexidade para implementar arquiteturas de inteligência artificial generativa (26%), modernização de aplicações legadas (24%) e imprevisibilidade de custos em ambientes com múltiplos serviços de cloud (23%).

Além disso, 22% das empresas relatam desafios de governança e compliance em ambientes multicloud ou híbridos, nos quais a gestão de políticas de segurança, privacidade e integração entre plataformas se torna mais complexa. Esse cenário exige não apenas tecnologia, mas também processos e equipes capacitadas para garantir a conformidade e a resiliência operacional.

O que muda para empresas e gestores de TI: decisões orientadas por risco e compliance

O cruzamento dos dados evidencia que as decisões sobre infraestrutura de TI e nuvem estão cada vez mais orientadas pelo risco cibernético e pelas exigências de compliance. A expansão da nuvem não é linear: empresas ampliam workloads em cloud, mas também reavaliam constantemente a localização de dados e aplicações, migrando cargas conforme exigências de segurança, desempenho ou regulação.

Para organizações que operam em setores críticos ou em regiões como Manaus, onde a disponibilidade de conectividade e a soberania de dados podem ser desafios adicionais, a escolha entre nuvem pública, privada ou híbrida envolve uma análise detalhada do perfil de risco, dos custos totais e das exigências legais. A escassez de talentos especializados e a necessidade de integração entre ambientes reforçam a importância de parcerias estratégicas com provedores locais que compreendam as particularidades do mercado e ofereçam suporte técnico qualificado.

Na prática, o aumento do orçamento de cibersegurança e a priorização do tema pela alta administração sinalizam que a proteção digital deixou de ser apenas uma questão técnica. Ela se tornou um fator crítico para a continuidade dos negócios, a reputação corporativa e a capacidade de inovar com segurança. Empresas que não acompanham essa evolução tendem a enfrentar maiores riscos operacionais e dificuldades para atender às demandas de clientes e órgãos reguladores.

Em resumo, o avanço da cibersegurança e a expansão da nuvem caminham juntos, mas exigem decisões cada vez mais informadas e alinhadas ao contexto regulatório, de mercado e de infraestrutura local. Para empresas de Manaus e de todo o Brasil, a capacidade de adaptar estratégias de TI e segurança será determinante para capturar os benefícios da transformação digital sem expor o negócio a ameaças desnecessárias.

Ambiente de TI híbrido brasileiro com servidores físicos e nuvem pública e privada, profissionais interagindo com interfaces digitais.
64% das empresas brasileiras planejam ampliar workloads em nuvem pública e privada até 2026, buscando inovação e segurança digital integrada.

O cenário apresentado pelo estudo da ABES e IDC mostra que, diante do crescimento da nuvem e da sofisticação dos riscos cibernéticos, empresas brasileiras estão ampliando investimentos em segurança e revendo a arquitetura de suas infraestruturas. Para quem atua em regiões estratégicas ou setores regulados, a escolha de parceiros com expertise local e soluções flexíveis pode ser o diferencial entre a inovação segura e a exposição a riscos que comprometem a operação e a reputação.

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