Redes Privadas & Multi-site · análise
Claro inaugura 5.5G e Wi-Fi de alta densidade no Nubank Parque para 65 mil conexões simultâneas
Parceria entre Claro e Nubank Parque leva 5.5G, Wi-Fi 6 e fibra dedicada ao estádio do Palmeiras, criando laboratório de inovação para eventos e negócios. Empresas de todos os portes ganham novas possibilidades de operação e análise de dados em megaeventos.

A ativação de uma infraestrutura de conectividade baseada em 5.5G e Wi-Fi 6 no Nubank Parque, estádio do Palmeiras em São Paulo, marca um novo patamar para operações de grande escala em arenas multiuso no Brasil. A iniciativa, fruto da parceria entre Claro e a administradora WTorre, foi detalhada em anúncios durante o evento SP2B e repercutida por veículos como Tele.Síntese e TeleTime. O projeto não apenas amplia a experiência do público, mas também redefine padrões para operações corporativas, broadcasting e negócios que dependem de conectividade robusta em ambientes de alta demanda.

Infraestrutura de alta capacidade: 5.5G, Wi-Fi 6 e fibra dedicada
Segundo ambas as publicações, a Claro estruturou uma rede híbrida que combina Wi-Fi 6 de alta densidade, fibra óptica dedicada com arquitetura em anel e a primeira rede comercial de 5.5G com uso de ondas milimétricas (mmWave) no Brasil. O dimensionamento da infraestrutura foi projetado para suportar até 65 mil conexões simultâneas, conforme destacou Adriano Rosa, diretor-executivo da Claro empresas, ao Tele.Síntese.
O Wi-Fi gratuito estará disponível para qualquer visitante, independentemente da operadora móvel, mediante cadastro. A rede é sustentada por mais de 700 pontos de acesso Wi-Fi, de acordo com o TeleTime, enquanto o Tele.Síntese menciona 792 equipamentos de alta densidade. Essa diferença numérica pode estar relacionada a diferentes estágios de implantação ou critérios de contagem, mas ambos os veículos confirmam a escala inédita do projeto.
Além disso, a fibra óptica dedicada foi implementada em arquitetura de anel, garantindo resiliência e alta disponibilidade para transmissões de dados, essenciais tanto para o público quanto para as operações internas da arena e de parceiros comerciais.
5.5G e fatiamento de rede: segmentação para múltiplos perfis de uso
O grande diferencial, segundo as duas fontes, está na adoção do 5.5G (5G Advanced) em padrão standalone, com capacidade de operar em ondas milimétricas. Isso permite não só velocidades mais altas, mas também latência reduzida e, principalmente, o fatiamento da rede (network slicing). Essa tecnologia possibilita a segmentação da infraestrutura para diferentes perfis de uso, assegurando qualidade de serviço sob demanda mesmo em situações de pico.
De acordo com Márcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro, citado pelo Tele.Síntese, “o conceito é botar o 5.5G, então já com agregação, com diminuição de latência e com as ondas milimétricas para gerar capacidade”. O TeleTime acrescenta que, com o slicing, é possível reservar qualidade de conexão para eventos, operações ou clientes específicos, como sistemas de pagamento, empresas de mídia ou influenciadores digitais.
O público geral acessa a rede móvel comercial, enquanto aplicações corporativas e operacionais podem ser isoladas em fatias de rede com requisitos próprios de desempenho. Isso inclui desde a transmissão de conteúdo multimídia até a operação de máquinas de cartão de crédito, sistemas de segurança e broadcasting esportivo.

Laboratório de inovação: novos modelos de negócio e experiências imersivas
Um dos pontos destacados pelo TeleTime é a intenção da Claro de transformar o Nubank Parque em um laboratório vivo para testar e desenvolver soluções baseadas em 5.5G e redes privativas. A infraestrutura já está pronta para suportar aplicações que vão desde transmissões multicâmera sem cabeamento até experiências imersivas para o público, como a possibilidade de escolher ângulos de transmissão pelo smartphone ou acessar recursos como a “câmera do árbitro”.
Segundo o TeleTime, a Claro projeta que a altíssima capacidade do 5.5G permitirá que emissoras de TV utilizem câmeras conectadas diretamente à rede móvel, operando com baixíssima latência e sem cabos, o que pode revolucionar a cobertura de eventos ao vivo. O Tele.Síntese reforça que parte dos serviços que utilizarão os recursos avançados ainda está em desenvolvimento, mas a infraestrutura já está preparada para suportar esses casos de uso assim que forem demandados.
O projeto também abre espaço para o desenvolvimento de planos diferenciados para influenciadores, produção de conteúdo e sistemas de pagamento, conforme apontado por Márcio Carvalho no Tele.Síntese. O uso de dados de cadastro para acesso ao Wi-Fi permitirá alimentar ferramentas de analytics, possibilitando análises sobre o perfil e comportamento do público, origem dos visitantes e gargalos logísticos.
Impactos diretos para operações corporativas e pequenos negócios
Ambas as fontes destacam que a conectividade de alta densidade não beneficia apenas o público, mas também toda a cadeia de negócios que opera no entorno do estádio. Isso inclui desde grandes empresas de mídia, que podem transmitir eventos com mobilidade inédita, até pequenos e médios empreendedores que dependem de sistemas de pagamento e atendimento digital em dias de casa cheia.
Adriano Rosa, da Claro empresas, afirmou ao TeleTime que “o desafio do Nubank Parque é gigantesco: existe a demanda da administração do espaço em si, mas também dos parceiros, dos microempreendedores. Garantimos, por exemplo, que as máquinas de cartão e sistemas operacionais funcionem com latência mínima, impactando diretamente nos resultados financeiros e na fluidez do atendimento em dias de estádio lotado”.

O Tele.Síntese ressalta que a arquitetura híbrida da rede foi desenhada para separar diferentes tipos de uso, assegurando experiência adequada para profissionais de mídia, equipes de produção, trabalhadores e público visitante. Isso reduz riscos operacionais, evita gargalos em sistemas críticos e permite que cada segmento usufrua da conectividade conforme suas necessidades específicas.
O acesso a dados de analytics, proporcionado pelo cadastro no Wi-Fi, abre novas oportunidades para empresas entenderem o fluxo de pessoas, otimizarem operações logísticas e explorarem modelos de negócio baseados em dados em tempo real.
O que muda para empresas e gestores de grandes operações
A implantação desse modelo de infraestrutura no Nubank Parque sinaliza uma mudança de paradigma para empresas que atuam em ambientes de alta densidade de público e demanda por conectividade. A possibilidade de segmentar a rede, garantir qualidade de serviço sob demanda e operar aplicações críticas com baixa latência reduz riscos operacionais e amplia a previsibilidade de receitas em eventos de grande porte.
Para gestores de TI, organizadores de eventos, administradores de arenas e empresas que atuam em setores como entretenimento, esportes, varejo e serviços financeiros, o exemplo do Nubank Parque mostra que a conectividade deixou de ser apenas um serviço de apoio e passou a ser parte central da estratégia de negócios. A integração entre Wi-Fi 6, 5.5G e fibra dedicada permite operar sistemas de pagamento, streaming, segurança e análise de dados de forma integrada, mesmo sob pressão máxima de demanda.
Além disso, o modelo de laboratório vivo adotado pela Claro pode acelerar a adoção de novas tecnologias em outros setores, servindo como referência para projetos em polos industriais, centros de convenções, aeroportos e grandes empreendimentos comerciais. O uso de slicing e APIs abertas, como o Open Gateway, viabiliza a customização de serviços para diferentes perfis de clientes e operações, algo que tende a se tornar padrão em ambientes corporativos complexos.
Para cidades como Manaus e regiões industriais, onde a disponibilidade e a resiliência da infraestrutura de conectividade são fatores críticos para a competitividade, o case do Nubank Parque evidencia a importância de investir em soluções que combinem redundância, capacidade de segmentação e análise de dados em tempo real.
Em última análise, a experiência do Nubank Parque mostra que a infraestrutura de conectividade pode ser tanto um diferencial operacional quanto um catalisador de novos modelos de negócio, desde que desenhada para suportar múltiplos perfis de uso e com flexibilidade para evoluir conforme as demandas do mercado.

Ao observar o impacto da infraestrutura 5.5G e Wi-Fi 6 no Nubank Parque, gestores e decisores de empresas que dependem de operações críticas em ambientes de alta densidade podem avaliar como a arquitetura de rede, o fatiamento de serviços e a integração de dados se tornam diferenciais reais para manter a fluidez dos negócios, evitar perdas e explorar novas oportunidades em eventos ou operações industriais de grande porte.
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