Claro lança nuvem empresarial baseada no Oracle Alloy para atender demandas de IA e soberania de dados

Claro lança nuvem empresarial com Oracle Alloy, focada em IA e soberania de dados. Saiba o que muda para empresas que buscam cloud no Brasil.

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Claro lança nuvem empresarial baseada no Oracle Alloy para atender demandas de IA e soberania de dados

Operadora é a primeira da América Latina a ofertar nuvem própria com Oracle Alloy, mirando empresas que exigem processamento crítico, inteligência artificial e conformidade regulatória. Oferta amplia cenário de cloud corporativa no Brasil.

por Atlas Upnetix Review Team · 14 de agosto, 2026 · 8 min de leitura
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A Claro empresas anunciou o lançamento de uma nova plataforma de nuvem empresarial, batizada de Claro cloud, desenvolvida sobre a infraestrutura Oracle Alloy. Segundo reportagem do Tele.Síntese, a operadora é a primeira da América Latina a utilizar essa tecnologia para criar uma oferta própria de cloud, voltada ao mercado corporativo brasileiro. O movimento sinaliza uma nova etapa na disputa pelo segmento de nuvem no país, especialmente entre empresas que demandam processamento de cargas críticas, inteligência artificial (IA) e aderência a requisitos de soberania de dados.

Fachada de data center moderno da Claro com design corporativo e cores azul e branca.
Data center da Claro onde opera a plataforma Claro cloud baseada no Oracle Alloy, primeira da América Latina com essa tecnologia para nuvem empresarial.

O que é o Oracle Alloy e por que ele muda o jogo

O Oracle Alloy é uma solução que permite que empresas, como operadoras de telecomunicações, atuem como provedoras de nuvem, personalizando serviços e controlando a experiência do cliente final. Ao adotar essa arquitetura, a Claro pode ofertar mais de 200 serviços do Oracle Cloud Infrastructure (OCI), incluindo recursos avançados de IA, diretamente para o mercado brasileiro. Conforme detalhado pelo Tele.Síntese, a estrutura permite que a operadora adapte a solução às necessidades específicas dos clientes locais, com autonomia sobre aspectos comerciais e operacionais.

Esse modelo difere das abordagens tradicionais de cloud, em que o fornecedor global mantém controle total sobre a infraestrutura e os serviços. No caso da Claro cloud, a operadora gerencia o ambiente de data center e a experiência do cliente, enquanto a Oracle responde pela infraestrutura subjacente, segurança, plataforma e atualizações tecnológicas. A plataforma foi construída sobre a mesma arquitetura central da Oracle Cloud Infrastructure, com o objetivo de garantir padrões elevados de desempenho, segurança e disponibilidade.

Foco em IA e soberania de dados: resposta à demanda corporativa

Segundo as informações divulgadas, a nova oferta da Claro é apresentada como uma plataforma de IA soberana, operada localmente e desenhada para atender organizações que precisam de conformidade com exigências regulatórias brasileiras. O conceito de soberania de dados, ou seja, garantir que informações sensíveis permaneçam sob jurisdição nacional, tornou-se central para setores como financeiro, saúde, governo e indústrias estratégicas, que enfrentam exigências legais e de compliance cada vez mais rigorosas.

De acordo com Mário Rachid, diretor-executivo de Soluções Digitais da Claro empresas, citado pelo Tele.Síntese, o objetivo da iniciativa é “fortalecer o papel da Claro empresas como uma orquestradora de soluções de tecnologia focada em potencializar a jornada de transformação digital e de AI nas empresas de acordo com as características de seus sistemas e suas necessidades”. O executivo também destacou a autonomia e o controle operacional proporcionados pela solução, incluindo ferramentas para atendimento de requisitos regulatórios e de soberania de dados.

Alexandre Colcher, vice-presidente sênior de Contas Estratégicas para a América Latina da Oracle, reforçou o papel das operadoras de telecomunicações como “verdadeiras fábricas de IA ao ampliar suas ofertas para atender à crescente demanda das empresas por conectividade, dados, automação e capacidade computacional”.

Retrato profissional de Mário Rachid em ambiente corporativo moderno e claro.
Mário Rachid, diretor-executivo da Claro empresas, destacando a autonomia e controle operacional da plataforma Claro cloud para transformação digital e IA.

Divisão de responsabilidades e arquitetura de operação

O modelo de parceria entre Claro e Oracle estabelece uma divisão clara de responsabilidades. A Claro assume o gerenciamento do ambiente de data center, a operação do serviço e o relacionamento com o cliente final. Já a Oracle é responsável pela infraestrutura de nuvem, serviços de plataforma, segurança, operações e atualizações tecnológicas. Essa separação permite que a Claro customize a experiência e garanta aderência a normas locais, enquanto se beneficia da escala e da robustez global da Oracle.

Segundo o Tele.Síntese, a plataforma Claro cloud foi desenhada para manter os mesmos padrões de desempenho, segurança e disponibilidade da Oracle Cloud Infrastructure. Isso é particularmente relevante para empresas que dependem de aplicações críticas e não podem tolerar interrupções ou falhas de segurança. O modelo também facilita a integração de serviços de IA, automação e análise de dados, que têm se tornado essenciais para a competitividade de empresas de médio e grande porte.

O impacto para empresas: cenário competitivo e decisões de infraestrutura

A entrada da Claro no mercado de nuvem corporativa com uma oferta baseada em Oracle Alloy amplia a competição em um segmento até então dominado por grandes provedores globais, como AWS, Microsoft Azure e Google Cloud. Para empresas brasileiras, especialmente aquelas com operações críticas ou sujeitas a regulamentações específicas, a possibilidade de contar com uma nuvem operada localmente e sob controle de uma operadora nacional pode representar uma vantagem decisiva.

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O tema da soberania de dados, destacado na reportagem do Tele.Síntese, tem ganhado relevância diante do aumento das exigências legais e do risco de exposição de informações sensíveis fora do país. Organizações do setor público, instituições financeiras, operadoras de saúde e indústrias estratégicas são exemplos de segmentos que podem se beneficiar de uma solução que assegure o processamento e o armazenamento de dados em território nacional, com governança local e atendimento a normas brasileiras.

Técnico de TI operando servidores em data center moderno com iluminação azul e ambiente corporativo claro.
Operação e gerenciamento do ambiente de data center da Claro, parte da divisão de responsabilidades na oferta de nuvem empresarial baseada em Oracle Alloy.

Além disso, o uso intensivo de IA e automação, viabilizado por mais de 200 serviços do Oracle Cloud Infrastructure, pode acelerar a transformação digital em empresas que precisam de escalabilidade, segurança e integração com sistemas legados. A personalização da oferta, permitida pelo Oracle Alloy, também pode facilitar a adaptação de soluções às demandas específicas de cada setor, reduzindo custos operacionais e riscos de não conformidade.

Desafios, limitações e o contexto de Manaus e do Polo Industrial

Apesar das vantagens apresentadas, a adoção de soluções de nuvem soberana traz desafios. Empresas precisam avaliar a compatibilidade de suas aplicações com a nova arquitetura, os custos de migração e a integração com sistemas já existentes. Outro ponto crítico é a disponibilidade de conectividade de alta performance, especialmente em regiões como Manaus e o Polo Industrial da Zona Franca, onde a infraestrutura de telecomunicações pode apresentar gargalos ou limitações de redundância.

Para organizações localizadas fora dos grandes centros, a escolha de um provedor de nuvem que opere data centers próximos e ofereça suporte técnico local pode ser um diferencial. No caso do Polo Industrial de Manaus, onde a produção depende de sistemas de gestão, automação e monitoramento em tempo real, a latência e a estabilidade da conexão são fatores determinantes para a adoção de soluções em nuvem. A oferta da Claro, ao associar a infraestrutura global da Oracle à operação local, pode representar uma alternativa para empresas que buscam conformidade, desempenho e suporte próximo, mas a decisão exige análise criteriosa das condições técnicas e do SLA efetivamente praticado.

O que considerar na decisão de adoção de nuvem soberana

O lançamento da Claro cloud baseada em Oracle Alloy amplia as opções para empresas brasileiras que buscam soluções de nuvem com foco em IA, segurança e soberania de dados. Para gestores de TI, diretores e decisores do setor público ou privado, a novidade reforça a necessidade de avaliar não só o portfólio de serviços, mas também o modelo de operação, a governança sobre dados e a proximidade do suporte técnico. No contexto de Manaus e do Polo Industrial, onde a continuidade operacional e a conformidade regulatória são estratégicas, a escolha de uma infraestrutura de nuvem deve levar em conta a qualidade da conectividade local, a disponibilidade de banda dedicada e a capacidade de atendimento personalizado.

Em um cenário de transformação digital acelerada, a decisão sobre onde e como hospedar dados e aplicações críticas pode definir o sucesso ou o fracasso de projetos de automação, IA e compliance. O modelo adotado pela Claro, ao combinar a robustez da Oracle com a operação local, aponta para uma tendência de regionalização dos serviços de nuvem, mas coloca em evidência a importância de uma infraestrutura de conectividade confiável e sob medida para cada negócio.

Diagrama realista mostrando a arquitetura operacional da parceria Claro e Oracle na nuvem empresarial.
Divisão clara de responsabilidades na solução Claro cloud: Claro gerencia data center e cliente, Oracle cuida da infraestrutura, segurança e atualizações.

O avanço da nuvem soberana no Brasil, exemplificado pelo movimento da Claro, evidencia que a escolha do parceiro de infraestrutura vai além do portfólio de serviços: envolve avaliar proximidade, controle sobre dados, aderência regulatória e, acima de tudo, a capacidade de garantir conectividade estável e segura, especialmente em regiões estratégicas como Manaus e o Polo Industrial.

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