Incidentes de segurança custam R$ 7,19 milhões no Brasil e mudam estratégia digital das PMEs

Custo médio de incidente de segurança no Brasil chega a R$ 7,19 milhões. Impacto pressiona PMEs a investir em prevenção e seguros digitais.

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Incidentes de segurança custam R$ 7,19 milhões no Brasil e mudam estratégia digital das PMEs

Relatório da IBM aponta alta de 6,5% no custo médio de violações em 2025. Pressão financeira leva empresas a priorizar prevenção e seguros cibernéticos, redefinindo a gestão de riscos no ambiente digital.

por Atlas Upnetix Review Team · 14 de agosto, 2026 · 8 min de leitura
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O ambiente digital corporativo brasileiro enfrenta um novo patamar de risco financeiro em segurança da informação. Segundo o relatório Cost of a Data Breach, da IBM, divulgado pelo portal TI Inside, o custo médio de um incidente de segurança no Brasil atingiu R$ 7,19 milhões em 2025, representando um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. O dado, proveniente de uma única fonte, sinaliza uma tendência de crescimento contínuo das perdas associadas a violações e ataques cibernéticos no país.

Executivo brasileiro analisando relatório de segurança digital em escritório moderno.
O custo médio de um incidente de segurança no Brasil atingiu R$ 7,19 milhões em 2025, segundo relatório da IBM.

Escalada dos custos e impacto nas pequenas e médias empresas

O aumento do custo médio dos incidentes de segurança não atinge apenas grandes corporações. O cenário atual pressiona especialmente pequenas e médias empresas (PMEs), que, segundo executivos da seguradora Chubb ouvidos pelo TI Inside, passaram a incorporar a proteção cibernética como parte central de sua estratégia de negócios. O movimento reflete uma mudança de postura: se antes a segurança digital era vista como uma reação a incidentes, agora ela se consolida como elemento estruturante da gestão de riscos e da continuidade operacional.

De acordo com a Chubb, a resposta das PMEs tem evoluído rapidamente. O seguro digital, antes considerado um recurso de último caso, tornou-se uma ferramenta estratégica para impulsionar crescimento, estabilidade e confiança no ambiente digital. A companhia destaca que a tecnologia isoladamente não basta: soluções como o Seguro Cyber passaram a ser vistas como complemento essencial, oferecendo cobertura financeira e acesso a ferramentas de avaliação e resposta a incidentes.

Perdas milionárias e mudança de mentalidade nas empresas brasileiras

O relatório da IBM não está isolado em apontar o peso dos incidentes cibernéticos. Uma pesquisa da PwC, também citada pelo TI Inside, revela que, nos últimos três anos, um terço das empresas brasileiras registrou perdas superiores a US$ 1 milhão decorrentes de eventos cibernéticos. Esse contexto reforça a percepção de que a exposição a riscos digitais deixou de ser uma possibilidade remota e passou a ser uma recorrência nos negócios, especialmente à medida que as operações se tornam cada vez mais dependentes de sistemas digitais.

Para a Chubb, a mudança de mentalidade é tão importante quanto a adoção de ferramentas tecnológicas. A segurança digital, segundo a seguradora, passou a ser vista como componente fundamental da continuidade dos negócios e da gestão de riscos. O Vice-Presidente de Seguros Corporativos da Chubb no Brasil, Luciano Santos, afirmou: “A segurança digital deixou de ser apenas uma questão tecnológica, ela é um componente fundamental da continuidade dos negócios e da gestão de riscos”. Para ele, a construção de estruturas sólidas de proteção não é mais opcional, mas uma exigência estratégica diante da ampliação do ecossistema digital das empresas.

Equipe de PME brasileira em reunião discutindo segurança digital.
PMEs brasileiras incorporam a proteção cibernética como parte central de suas estratégias de negócios, segundo executivos da seguradora Chubb.

Prevenção, monitoramento e resposta: o tripé da resiliência digital

O consenso entre as fontes é que a abordagem integrada de prevenção, monitoramento contínuo e resposta rápida é o caminho para mitigar o impacto financeiro dos incidentes. Entre as práticas recomendadas, destacam-se a adoção de ferramentas de proteção atualizadas, implementação de controles de acesso e gestão de senhas, monitoramento constante de vulnerabilidades e programas de conscientização dos colaboradores.

O relatório da IBM, citado pelo TI Inside, reforça que a preparação para incidentes e a capacidade de resposta eficiente são fatores determinantes para reduzir o prejuízo causado por uma violação. A Chubb complementa que o seguro digital, além de oferecer cobertura financeira, disponibiliza mecanismos de resposta e ferramentas de avaliação de riscos que aceleram a recuperação das operações após um incidente.

Outro aspecto relevante é o papel da cultura organizacional na segurança digital. A conscientização dos colaboradores e a integração da segurança à rotina empresarial são apontadas como diferenciais para criar uma postura resiliente diante das ameaças. A Chubb enfatiza que a mudança de mentalidade, que coloca a segurança no centro das decisões estratégicas, é tão relevante quanto o investimento em tecnologia.

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O que muda para a gestão de TI e o orçamento das empresas

O aumento dos custos médios de incidentes e o crescimento da frequência dos ataques têm impacto direto nas decisões de investimento em tecnologia e seguros. Para gestores de TI, diretores financeiros e responsáveis por compras, o novo cenário exige revisão das políticas de segurança, avaliação criteriosa de fornecedores e priorização de soluções que combinem prevenção, monitoramento e resposta.

O seguro digital, que ganha espaço entre as PMEs, representa uma resposta à pressão financeira imposta pelos incidentes. No entanto, o consenso entre especialistas é que o seguro não substitui a necessidade de infraestrutura robusta, conectividade estável e políticas de governança de dados. O seguro funciona como complemento, e não como substituto, das práticas de segurança e da preparação tecnológica.

Centro de monitoramento de segurança digital com profissionais atuando em tempo real.
Prevenção, monitoramento contínuo e resposta rápida são o tripé da resiliência digital para mitigar impactos financeiros de incidentes.

Além disso, o impacto financeiro de um incidente pode ser agravado pela indisponibilidade de sistemas, perda de dados críticos e danos à reputação. Empresas que operam em setores regulados ou que dependem de disponibilidade contínua, como indústria, logística, saúde e serviços financeiros, enfrentam riscos ainda maiores, tornando a resiliência digital um fator de competitividade.

Desafios e oportunidades para empresas de Manaus e do Polo Industrial

No contexto de Manaus e do Polo Industrial, a digitalização acelerada das operações e a integração de cadeias produtivas aumentam a exposição a riscos cibernéticos. Empresas da região, que muitas vezes operam em ambientes de alta complexidade logística e dependem de conectividade estável para integrar sistemas de produção, vendas e logística, precisam considerar o impacto de incidentes não apenas no custo imediato, mas também na continuidade dos negócios e no atendimento a clientes globais.

A adoção de seguros digitais e a revisão das políticas de segurança são tendências que devem ganhar força entre indústrias, operadores logísticos e prestadores de serviços de tecnologia da região. O desafio é equilibrar o investimento em prevenção com a necessidade de garantir disponibilidade, desempenho e conformidade regulatória. A escolha de parceiros de infraestrutura e conectividade que ofereçam SLA, redundância e suporte local torna-se ainda mais estratégica diante do novo cenário de riscos.

Outro ponto de atenção para empresas do Polo Industrial é a integração de sistemas legados com novas plataformas digitais, o que pode ampliar a superfície de ataque e exigir investimentos adicionais em monitoramento e resposta. A pressão por eficiência operacional, aliada à necessidade de proteção de dados e continuidade, reforça a importância de uma abordagem integrada de segurança, conectividade e gestão de riscos.

Conclusão: segurança digital como fator de decisão e vantagem competitiva

Diagrama ilustrativo do fluxo de prevenção, monitoramento e resposta em segurança digital para PMEs.
Abordagem integrada e estratégica de segurança digital é essencial para continuidade dos negócios e gestão de riscos, segundo especialistas da Chubb.

O aumento do custo médio dos incidentes de segurança no Brasil, apontado pelo relatório da IBM e destacado pelo TI Inside, redefine as prioridades das empresas diante da transformação digital. Para organizações de todos os portes, especialmente PMEs e indústrias do Polo de Manaus, a segurança da informação deixa de ser uma preocupação isolada de TI e passa a ser critério central na tomada de decisão sobre infraestrutura, conectividade e parcerias. O desafio não está apenas em evitar perdas financeiras, mas em garantir a continuidade e a resiliência dos negócios em um ambiente onde a exposição a riscos digitais é constante. Nesse contexto, a escolha de soluções e parceiros que combinem prevenção, monitoramento e resposta, com suporte local e compromisso contratual de disponibilidade, torna-se diferencial competitivo e requisito para crescer com segurança.

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