MBRF conclui migração para SAP S/4HANA com 99% de automação e janela de parada reduzida

MBRF migra ERP para SAP S/4HANA com 99% de automação e só 32h de indisponibilidade, reduzindo riscos e abrindo espaço para IA.

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MBRF conclui migração para SAP S/4HANA com 99% de automação e janela de parada reduzida

Projeto de migração do ERP da MBRF para SAP S/4HANA converteu 99% do código de forma automática, com indisponibilidade de apenas 32 horas, redução de até 91% frente ao padrão do mercado. Nova infraestrutura abre caminho para IA e automação avançada.

por Atlas Upnetix Review Team · 11 de setembro, 2026 · 7 min de leitura
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A MBRF finalizou a migração do seu sistema de gestão empresarial (ERP) para o SAP S/4HANA, alcançando 99% de automação na conversão de código e limitando a janela de indisponibilidade a apenas 32 horas. O projeto, realizado em parceria com a Mignow, foi detalhado durante o SAP NOW AI Tour Brasil 2026 e representa um marco relevante para operações empresariais que dependem de sistemas críticos em tempo integral.

Retrato realista de Michell Longhi em escritório corporativo com tela de ERP ao fundo
Michell Longhi, gerente-executivo de tecnologia da MBRF, liderou a migração do SAP ECC para SAP S/4HANA, preservando customizações estratégicas da empresa.

Automação e janela de parada: o que mudou no projeto da MBRF

Segundo apresentação feita no evento e reportada pelo IT Forum, a MBRF migrou uma base de dados de 12 terabytes, envolvendo 14 módulos funcionais e técnicos e mais de 20 integrações de terceiros. Do total de 122.948 objetos de código personalizado analisados, 99,07% foi convertido automaticamente, enquanto apenas 0,93% exigiu intervenção manual. O projeto registrou uma janela de indisponibilidade de 32 horas, número que, de acordo com a apresentação, representa uma redução de até 91% em relação aos benchmarks de mercado para migrações desse porte.

Esse dado, porém, é atribuído exclusivamente à publicação do IT Forum, sem comparação direta com outros estudos públicos ou relatórios independentes. Ainda assim, o número chama atenção para o impacto potencial de automação avançada em projetos de migração de ERP, especialmente para empresas que não podem se dar ao luxo de longas paralisações operacionais.

Decisão estratégica: abordagem brownfield e preservação de diferenciais

A escolha da MBRF foi pelo modelo brownfield, que preserva customizações validadas ao longo de quase duas décadas de uso do SAP ECC. Segundo Michell Longhi, gerente-executivo de tecnologia da MBRF, citado pelo IT Forum, a decisão se deve ao valor agregado dessas customizações para a operação. A alternativa, reconstruir o ambiente do zero, conhecida como greenfield, foi descartada diante do risco de perder diferenciais competitivos já incorporados ao fluxo de trabalho da empresa.

O projeto utilizou ferramentas de automação desenvolvidas pela Mignow, incluindo dupla manutenção, o que permitiu que a operação seguisse ativa em um ambiente produtivo (trilha quente) enquanto a automação realizava a atualização para a nova versão. O cronograma total foi de 12 a 14 meses, tempo considerado alinhado a projetos de grande porte, mas com o diferencial da janela de parada reduzida.

Automação de testes e qualidade de dados: mitigando riscos na transição

Sala de servidores realista com racks de equipamentos de TI iluminados em tons neutros e azulados
Infraestrutura que suportou a migração da base de dados de 12 terabytes e mais de 20 integrações no projeto SAP S/4HANA da MBRF.

Outro aspecto relevante foi a adoção de automação de testes para validar cenários e códigos antes da entrada em produção. Segundo Paulo Secco, CEO da Mignow, a metodologia aplicada parte do princípio de que dados são o centro de toda a jornada de transformação digital. A automação de testes permitiu identificar pontos de melhoria e preparar o ambiente para os próximos ciclos de evolução, inclusive com a aplicação do conceito de clean core, que busca manter o ERP mais limpo e aderente aos padrões do fabricante.

A preocupação com a qualidade dos dados é destacada no projeto, pois sistemas baseados em inteligência artificial, um dos focos futuros da MBRF, dependem de informações estruturadas e confiáveis. A migração para o S/4HANA, plataforma que incorpora automação e IA embarcada, abre caminho para novas iniciativas, especialmente nas áreas financeira, logística e industrial, segundo Longhi.

Impactos para empresas: redução de riscos, continuidade operacional e preparação para IA

O caso da MBRF ilustra um movimento crescente entre grandes organizações que buscam modernizar seus ERPs sem comprometer a continuidade dos negócios. A redução da janela de indisponibilidade para 32 horas, embora baseada em um único relato, sinaliza que abordagens de automação avançada podem mitigar um dos maiores riscos em projetos desse tipo: a parada operacional.

Para empresas que atuam em cadeias produtivas intensivas, como a MBRF, cada minuto de sistema fora do ar representa perdas financeiras e riscos de ruptura. A experiência relatada sugere que a automação da conversão de código e dos testes pode ser decisiva para encurtar o tempo de migração e reduzir a exposição a falhas. Além disso, a manutenção de customizações via brownfield permite que diferenciais competitivos sejam preservados, evitando a necessidade de reescrever processos críticos do zero.

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Outro ponto estratégico é a preparação para a adoção de inteligência artificial. Plataformas como o SAP S/4HANA já trazem recursos de automação e IA embarcada, mas sua eficácia depende da qualidade dos dados e da integração com sistemas legados. O projeto da MBRF reforça a importância de uma infraestrutura de TI robusta e de processos bem definidos para sustentar a próxima onda de digitalização corporativa.

Dashboard corporativo realista com gráficos em português mostrando 99,07% de automação e 32 horas de janela de parada
Painel visualizando os 99,07% de automação na conversão de código e a redução da janela de parada para 32 horas na migração da MBRF.

Desafios e aprendizados: o que considerar antes de migrar o ERP

Apesar dos resultados positivos apresentados, o projeto da MBRF também evidencia desafios comuns em migrações de grande porte. A necessidade de preservar integrações com mais de 20 sistemas de terceiros, o volume de dados (12 TB) e o alto grau de customização exigiram soluções específicas, como a dupla manutenção e a automação intensiva.

Empresas que planejam iniciativas semelhantes devem considerar fatores como a maturidade das ferramentas de automação disponíveis, o grau de aderência do ambiente atual ao novo sistema e a capacidade de realizar testes automatizados em larga escala. Além disso, a comunicação com áreas de negócio e fornecedores externos é fundamental para evitar surpresas durante a transição.

Outro aprendizado é que a redução da janela de indisponibilidade não depende apenas de tecnologia, mas também de planejamento detalhado, validação contínua e alinhamento entre equipes de TI e operação. O modelo brownfield pode acelerar o processo, mas exige governança rigorosa para evitar a propagação de customizações obsoletas ou incompatíveis com o novo ambiente.

Perspectivas para o Polo Industrial de Manaus e empresas B2B

O contexto do Polo Industrial de Manaus e de empresas B2B da região reforça a relevância de projetos como o da MBRF. Operações industriais, logísticas e de serviços críticos dependem de alta disponibilidade dos sistemas de gestão para evitar gargalos e prejuízos. A experiência da MBRF mostra que, mesmo diante de ambientes complexos e altamente customizados, é possível reduzir drasticamente o tempo de parada e preparar o terreno para automação e inteligência artificial.

Para organizações locais que enfrentam desafios de conectividade, latência e integração com filiais ou parceiros, a modernização do ERP é apenas o primeiro passo. A infraestrutura de TI, incluindo redes de fibra dedicadas, links redundantes e suporte técnico especializado, torna-se ainda mais estratégica para garantir que a migração e a operação pós-migração ocorram sem sobressaltos.

Equipe de TI em reunião colaborativa discutindo automação de testes em ambiente corporativo claro
Equipe da MBRF e Mignow trabalhando na automação de testes e qualidade dos dados para garantir a continuidade operacional e suporte a futuras iniciativas de IA.

Em síntese, a migração da MBRF para o SAP S/4HANA, com automação de 99% do código e janela de indisponibilidade reduzida, evidencia que a combinação de tecnologia, planejamento e foco em dados é decisiva para o sucesso de projetos críticos. Empresas que dependem de sistemas sempre disponíveis, especialmente em mercados industriais e logísticos, precisam avaliar não só a plataforma de ERP, mas toda a cadeia de infraestrutura digital que sustenta a operação, da conectividade à governança dos dados.

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