MRS Logística migra 600 servidores e reposiciona TI como motor estratégico do negócio

MRS Logística migra 600 servidores com Nutanix, adota arquitetura híbrida e reposiciona TI para suportar crescimento e segurança. Entenda as implicações para empresas.

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MRS Logística migra 600 servidores e reposiciona TI como motor estratégico do negócio

A MRS Logística concluiu a migração de mais de 600 servidores em 12 meses, adotando arquitetura híbrida com Nutanix. O projeto eliminou redundâncias, reduziu custos invisíveis e preparou a empresa para expansão operacional e digital.

por Atlas Upnetix Review Team · 18 de setembro, 2026 · 8 min de leitura
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O senso comum no setor corporativo ainda vê infraestrutura de TI como um suporte técnico, muitas vezes invisível, que só ganha atenção quando falha. O caso recente da MRS Logística, divulgado pelo CISO Advisor, desafia essa crença ao mostrar como a modernização profunda da base tecnológica pode ser o motor central de uma estratégia de crescimento, segurança e eficiência operacional. A migração de mais de 600 servidores em apenas um ano não foi apenas uma atualização de parque: tornou-se o catalisador para novos modelos de negócio, redução de custos ocultos e preparação para a expansão digital e física da companhia.

Centro de dados moderno da MRS Logística com técnicos de TI em operação
Centro de dados da MRS Logística onde foram migrados mais de 600 servidores em um ano, impulsionando a transformação digital da empresa.

O que mudou com a migração de 600 servidores

Segundo o CISO Advisor, a MRS Logística, uma das maiores operadoras ferroviárias do país, decidiu enfrentar de frente o desafio de modernizar sua infraestrutura de TI. A empresa, que administra 1.643 km de trilhos conectando 107 municípios nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, movimenta cerca de 20% das exportações brasileiras. O projeto de migração envolveu a atualização de mais de 600 servidores, conduzida em parceria com a Add Value e baseada na tecnologia da Nutanix.

O CIO da MRS, Jean Prisco, afirmou que a decisão foi motivada pela necessidade de elevar o nível de maturidade da infraestrutura e da segurança da informação diante do crescimento dos negócios. O projeto não se limitou ao aspecto técnico: cerca de 10% das máquinas virtuais foram descontinuadas, eliminando redundâncias e reduzindo custos invisíveis associados a workloads sem valor agregado. O resultado imediato foi um ambiente mais eficiente, padronizado e seguro, com maior visibilidade e controle operacional.

Arquitetura híbrida pragmática: cloud e on-premise na medida certa

Um dos pontos centrais da transformação foi a adoção de uma arquitetura hiperconvergente, viabilizada pela plataforma Nutanix. Isso permitiu à MRS consolidar um modelo híbrido, onde a decisão entre manter workloads na nuvem ou on-premise passou a ser orientada por necessidades reais de negócio, não por preferências tecnológicas ou tendências de mercado. Conforme relatado pelo CISO Advisor, atualmente entre 15% e 20% dos workloads da MRS estão na nuvem, enquanto o restante permanece em um ambiente on-premise robusto, preparado para aplicações críticas com baixa latência.

João Brando, coordenador de Datacenter & Cloud na MRS, destacou que o ambiente local foi projetado para alta criticidade operacional, com resiliência e escalabilidade. A Add Value, integradora responsável pela execução, participou desde a redefinição da arquitetura até a implementação da migração em larga escala. O alinhamento estratégico interno foi apontado como fator decisivo para o sucesso do projeto, segundo Thiago Spósito, sócio da Add Value.

Redução de custos invisíveis e eliminação de redundâncias

Mapa digital realista da rede ferroviária da MRS Logística com destaque para a movimentação de cargas
Rede ferroviária da MRS Logística que conecta 107 municípios e movimenta cerca de 20% das exportações brasileiras.

Uma das consequências mais relevantes para o contexto empresarial foi a racionalização do ambiente tecnológico. Ao descontinuar 10% das máquinas virtuais, a MRS eliminou workloads que não traziam valor, reduzindo custos que muitas vezes passam despercebidos em operações legadas. Esse movimento, segundo o CISO Advisor, resultou em um ambiente mais enxuto, com menos pontos de falha e menor complexidade para o time de TI.

Além do impacto financeiro, a padronização e a simplificação da gestão de servidores permitiram à empresa ganhar agilidade para escalar operações digitais, integrar sensores e automação, e preparar o terreno para futuras iniciativas de edge computing. A visibilidade e o controle aprimorados sobre o ambiente tecnológico também reforçaram a segurança da informação, um ponto crítico em setores estratégicos como logística e transporte de cargas.

TI como pilar estratégico para expansão e inovação

O projeto de migração foi apenas o primeiro passo de uma estratégia mais ampla. A nova base tecnológica criou as condições necessárias para a MRS expandir para novos modais, como hidrovia e operação de terminais, que exigem maior capacidade de processamento e integração de sistemas distribuídos. Conforme destacou Leonel Oliveira, country manager da Nutanix Brasil, a arquitetura híbrida oferece à MRS liberdade para executar cada aplicação no ambiente mais adequado, com controle e eficiência para sustentar a próxima fase do negócio.

O alinhamento entre tecnologia e estratégia de negócios foi apontado como diferencial do projeto. Segundo a Add Value, a clareza dos objetivos da MRS reduziu resistências internas e acelerou a execução. A empresa agora opera com uma base preparada para automação, integração de sensores e, futuramente, modelos distribuídos de edge computing, que podem ampliar ainda mais a inteligência e a eficiência operacional em pontos remotos da malha ferroviária.

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O contra-argumento: riscos, limites e o que ainda não se sabe

Reunião estratégica da equipe de TI da MRS Logística e Add Value discutindo arquitetura híbrida
Equipe de TI da MRS Logística e Add Value alinhando a arquitetura híbrida pragmática que combina workloads em nuvem e on-premise.

Embora o caso da MRS seja apresentado como exemplo de sucesso, é importante considerar os desafios e riscos associados a projetos dessa magnitude. A publicação do CISO Advisor não detalha custos totais, eventuais dificuldades técnicas durante a migração ou impactos sobre a cultura organizacional. Também não há informações sobre eventuais interrupções de serviço ou sobre como a empresa gerenciou a transição para os usuários finais.

Outro ponto de atenção é o equilíbrio entre cloud e on-premise. O modelo híbrido adotado pela MRS, com apenas 15% a 20% dos workloads em nuvem, pode não ser replicável em empresas com outros perfis de operação ou menor criticidade de latência. O próprio setor de logística, com sua dependência de disponibilidade e integração de sistemas legados, impõe restrições que podem não se aplicar a outros segmentos.

Por fim, a publicação não apresenta dados comparativos com outras empresas do setor, nem indicadores de retorno sobre o investimento após a migração. Isso limita a generalização dos resultados e reforça a necessidade de cada organização avaliar cuidadosamente seus próprios requisitos antes de embarcar em projetos semelhantes.

Implicações para empresas: lições para quem opera missão crítica

O caso da MRS Logística evidencia que a modernização da infraestrutura de TI deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a ser uma decisão estratégica de negócio. Para empresas que operam em setores críticos, como logística, indústria ou serviços públicos, a capacidade de consolidar ambientes, eliminar redundâncias e adotar modelos híbridos pragmáticos pode significar não apenas redução de custos, mas também maior segurança, previsibilidade e agilidade para sustentar o crescimento.

Em regiões como Manaus e no Polo Industrial, onde a conectividade pode ser um gargalo e a dependência de operações contínuas é alta, o exemplo da MRS serve de alerta para a importância de revisar periodicamente a arquitetura tecnológica. A escolha entre cloud, on-premise ou modelos híbridos deve ser orientada por necessidades reais do negócio, levando em conta fatores como latência, disponibilidade, integração com sistemas legados e capacidade de escalar para novos modelos operacionais.

O fato de a MRS ter conseguido migrar 600 servidores em 12 meses, com redução de custos invisíveis e preparação para expansão, mostra que a TI pode, e deve, ser protagonista na estratégia de crescimento e inovação das empresas. O desafio, para quem decide, é garantir que a infraestrutura acompanhe o ritmo do negócio sem aumentar a complexidade ou comprometer a segurança.

Diagrama realista ilustrando a redução de workloads e racionalização dos servidores da MRS Logística
Redução de 10% das máquinas virtuais descontinuadas na migração, eliminando redundâncias e racionalizando custos operacionais na infraestrutura da MRS Logística.

O caso da MRS Logística deixa claro que, quando a infraestrutura é tratada como pilar estratégico, ela se transforma em diferencial competitivo. Empresas que subestimam o impacto da modernização tecnológica correm o risco de acumular custos ocultos, perder agilidade e comprometer a segurança operacional. Em mercados onde a disponibilidade e a integração são críticas, a decisão de revisar a arquitetura de servidores pode ser o divisor de águas entre estagnação e crescimento sustentável.

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