Vivo conclui atualização do OSS com Amdocs e prepara base para automação operacional

Vivo conclui modernização do OSS com Amdocs, migrando para CES2X. Atualização reforça suporte operacional e prepara automação. Saiba o que muda para empresas.

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Vivo conclui atualização do OSS com Amdocs e prepara base para automação operacional

Operadora finaliza migração da Customer Experience Suite para a versão CES2X, reforçando suporte a operações e abrindo caminho para automação. Projeto destaca maturidade em integração tecnológica sem impacto no serviço.

por Atlas Upnetix Review Team · 11 de agosto, 2026 · 7 min de leitura
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O setor de telecomunicações brasileiro costuma operar sob a crença de que grandes atualizações de sistemas críticos sempre trazem riscos de interrupção e instabilidade operacional. A recente conclusão da nova etapa de modernização dos sistemas de suporte às operações (OSS) da Vivo, em parceria com a Amdocs, desafia essa percepção ao entregar uma migração de núcleo sem impactos para os clientes e dentro do cronograma previsto, segundo relato da própria operadora ao Telesíntese. A iniciativa, centrada na migração da Customer Experience Suite (CES) para a versão CES2X, envolve atualização de funções essenciais como ativação de serviços, inventário e provisionamento, além da renovação dos serviços gerenciados e ajuste da capacidade de licenciamento para acompanhar o crescimento da base de clientes.

Engenheiros de TI da Vivo e Amdocs em sala de servidores moderna durante atualização do OSS.
Equipe técnica da Vivo e Amdocs durante a migração da plataforma OSS para a versão CES2X, concluída sem impactos operacionais.

O que muda com a atualização da CES2X

Segundo o Telesíntese, a migração para a CES2X representa a continuidade de um programa plurianual de modernização anunciado em 2025, que visa levar o ambiente OSS da Vivo às versões mais recentes dos produtos da Amdocs. O projeto abrange não apenas atualizações de software e segurança, mas também uma reestruturação da arquitetura, com adoção de microsserviços e componentes cloud-native. Esses avanços são considerados fundamentais para garantir maior eficiência e escalabilidade nas operações, especialmente diante do aumento constante da demanda por serviços digitais e conectividade de alta disponibilidade.

A Amdocs, fornecedora responsável pela plataforma, afirma que a CES2X foi desenvolvida para aprimorar os tempos de resposta e a eficiência do processamento de pedidos. Além disso, a atualização estabelece uma base tecnológica para futuras iniciativas de automação e transformação digital, elementos cada vez mais estratégicos para operadoras que buscam diferenciação em um mercado altamente competitivo.

Impactos operacionais e continuidade dos serviços

Fernando Paes Campos, diretor executivo de TI da Vivo, declarou ao Telesíntese que a modernização foi concluída “dentro do cronograma e sem impactos nas operações, o que demonstra a maturidade da colaboração entre a Vivo e a Amdocs e o comprometimento das equipes envolvidas”. A ausência de interrupções durante o processo reforça a importância de parcerias sólidas e de uma governança robusta em projetos de transformação digital de larga escala. A renovação dos serviços gerenciados garante que a Amdocs continue oferecendo suporte à Customer Experience Suite, enquanto o ajuste da capacidade de licenciamento permite que a plataforma acompanhe o crescimento da base de clientes sem gargalos de performance.

Na prática, a atualização do OSS impacta diretamente a capacidade da Vivo de provisionar novos serviços, ativar recursos e gerenciar inventário de rede com maior agilidade e precisão. Para empresas que dependem de conectividade estável e de rápida resposta a demandas de expansão, essas melhorias podem representar menor tempo de espera para ativações, menor risco de falhas e maior previsibilidade nos contratos de SLA (Acordo de Nível de Serviço).

Diagrama digital realista da arquitetura de microsserviços da plataforma CES2X da Vivo.
Arquitetura da CES2X da Amdocs com microsserviços e componentes cloud-native, base para maior eficiência e escalabilidade.

Automação e transformação digital: o próximo passo

Um dos pontos centrais destacados pela Amdocs é que a CES2X foi projetada para servir de base tecnológica para futuras iniciativas de automação. Isso significa que, além de ganhos imediatos em eficiência operacional, a Vivo se posiciona para acelerar a adoção de processos automatizados em áreas como provisionamento, monitoramento de rede e atendimento ao cliente. A automação, por sua vez, pode reduzir custos operacionais, minimizar erros humanos e permitir respostas mais rápidas a incidentes ou picos de demanda.

Embora o Telesíntese não detalhe quais automações específicas estão previstas, a tendência global é que operadoras invistam em inteligência artificial e machine learning para antecipar falhas, otimizar rotas de tráfego e personalizar ofertas para clientes corporativos. O alinhamento da plataforma de OSS com essas tecnologias é um passo estratégico para sustentar a competitividade em um cenário de transformação digital acelerada.

O que ainda não se sabe e o que está em disputa

Apesar do tom positivo do anúncio, alguns pontos permanecem em aberto. O Telesíntese é a única fonte pública sobre a conclusão desta etapa do projeto, e não há detalhes sobre métricas de desempenho pós-migração, custos envolvidos ou eventuais desafios enfrentados durante o processo. Também não há informações sobre o cronograma para as próximas fases de automação, nem sobre como as mudanças impactarão diretamente clientes empresariais em diferentes regiões do Brasil, especialmente fora dos grandes centros.

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Fernando Paes Campos em reunião corporativa discutindo o projeto de modernização OSS da Vivo.
Fernando Paes Campos destaca que a atualização do OSS foi concluída dentro do cronograma e sem impactos nas operações.

Outro aspecto que merece atenção é o grau de dependência tecnológica em relação a fornecedores globais como a Amdocs. Enquanto a atualização oferece ganhos de eficiência e prepara o terreno para automação, ela também reforça a necessidade de estratégias de continuidade de negócios e de gestão de riscos em contratos de longo prazo com parceiros internacionais.

Por fim, há o contraponto do mercado: embora a Vivo destaque a ausência de impactos operacionais, experiências anteriores em grandes operadoras mostram que migrações de OSS podem, sim, trazer riscos de instabilidade, especialmente quando envolvem múltiplas camadas de integração e sistemas legados. O sucesso desta etapa, portanto, não elimina a necessidade de monitoramento constante e de planos de contingência para etapas futuras.

Implicações para empresas: conectividade, SLA e gestão de risco

Para empresas que dependem de serviços de telecomunicações robustos, as mudanças no OSS da Vivo sinalizam uma tendência de maior automação e eficiência operacional no setor. Isso pode se traduzir em menor tempo de ativação de circuitos, maior precisão no provisionamento e, potencialmente, em contratos de SLA mais confiáveis. No entanto, a experiência também evidencia a importância de avaliar não apenas a oferta comercial, mas a maturidade tecnológica e a capacidade de execução dos provedores, especialmente em regiões como Manaus, onde a infraestrutura de conectividade é um fator crítico para a operação de indústrias e órgãos públicos.

O caso da Vivo com a Amdocs serve de alerta para empresas que subestimam o impacto das modernizações de OSS no desempenho dos serviços contratados. A estabilidade operacional durante a migração é um diferencial, mas não elimina a necessidade de monitoramento pós-implementação e de cláusulas claras de desempenho em contrato. Para organizações que operam no Polo Industrial de Manaus, onde a disponibilidade de rede é questão de continuidade de negócios, acompanhar a evolução dos sistemas de suporte dos provedores pode ser tão importante quanto negociar preço ou banda contratada.

Em resumo, a modernização do OSS da Vivo mostra que é possível avançar em automação e eficiência sem sacrificar a estabilidade, mas também evidencia que o risco operacional nunca é nulo. O próximo passo para empresas é avaliar, caso a caso, como a infraestrutura digital dos provedores impacta sua própria resiliência e capacidade de resposta a incidentes.

Operadores em central de controle monitorando automação e provisionamento da rede da Vivo.
Base tecnológica da CES2X prepara a Vivo para futuras iniciativas de automação operacional e transformação digital.

O avanço da Vivo na atualização do OSS com a Amdocs demonstra que modernizações profundas podem ser feitas sem comprometer a operação, desde que haja governança e alinhamento entre as partes. Para quem depende de conectividade estável e contratos de SLA rígidos, acompanhar a evolução dos sistemas de suporte dos provedores é essencial para mitigar riscos e garantir que a infraestrutura acompanhe o ritmo dos negócios, especialmente em mercados desafiadores como Manaus.

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